Esse texto faz parte do Projeto Escrita Criativa, Postagem Coletiva: Aquilo que meus olhos não veem. Quer participar? Faça parte do grupo Projeto Escrita Criativa no Facebook.

Aquilo que meus olhos não veem

Aquilo que meus olhos não veem, dependendo dos meus propósitos ou falta deles, pode me corroer ou me ajudar a seguir um caminho melhor. O mistério do desconhecido é sempre um mistério, reservando consequências, dependendo das minhas ações.

Saber se vai para um caminho certo ou errado é uma questão muito pessoal, a forma que lidamos com as “novidades” é que nos guiam para o bem ou para o mal.

Geralmente, aquilo que meus olhos não veem é uma questão de não querer encarar a verdade. De se iludir com a falsidade e mentira dos outros. O que nos faz sair do nossos propósitos, da tão sonhada realização pessoal ou profissional.

A gente só não vê o que não quer, o que a gente não busca conhecimento, o que a gente ignora.

Tenho teorias sobre o assunto… rs! Quando estamos conectados ao nosso “eu”, focados em um objetivo, conseguimos perceber a grandeza e a pequenez do que está ao nosso redor. Sobra poucas opções para pensar na possibilidade sobre “aquilo que meus olhos não veem”. Porque ser sincero comigo mesma e entender os riscos faz parte da minha solução, da minha felicidade.

Mas, quando não temos foco, ficamos à deriva, perdidos no mar da vida. Aquilo que nossos olhos não veem pode se tornar um tormento. E muitas vezes é mais culpa nossa do que da pessoa que se omitiu ou mentiu pra nós.

Percebo isso acontecer com as minhas amizades e as amizades que se tornam coloridas… rs…

Com amigos-cúmplices não existe o medo de falar a verdade, as chances de que a pessoa esconda algo que eu deva saber são menores. E quem não é tão próximo pouco importa o que os olhos veem ou não. Porque saber demais o que não é importante é perder tempo e leva a confusão.

Conecto esse assunto ao pós-verdade, se as pessoas estivessem mais conectadas a elas mesmas e as pessoas que se conectam com as suas verdades gerariam menos injustiças. E não se correria o risco de querer criar o que os olhos não viram e gerar rótulos e preconceitos.

O que os olhos não veem e nos mantém conectados com nosso “eu” nos leva para o melhor caminho. O resto que não convém a gente sublima e não se envolve pra que a vida, mesmo no caos, continue leve. O importante é a maneira que a gente lida com a nossa própria vida.

O que meus olhos não veem quando estou focada é um livramento sobre o tormento de outros. O que meus olhos não veem por eu ignorar é o tormento que eu crie pra mim. Tomar decisão é um importante norte para uma vida feliz.

Beijos de luz,
Michelle Cruz
Se a luz não iluminar seu caminho que, pelo menos, fulmine as ideias ruins.

Para o final dos posts grande