Meu post hoje é pra homenagear uma pessoa que foi e é muito importante pra mim. Trabalhamos juntas em Natal, durante o tempo que fui supervisora de aeroporto. Ela era minha “discípula”… rs…

Estou falando da Taize, uma garota que trabalhava como agente de aeroporto, era formada em enfermagem e, na época, não sabia exatamente que rumo seguir profissionalmente.

Estou compartilhando esse episódio da minha vida porque acredito que o empoderamento feminino começa no nosso meio. Precisamos valorizar as pessoas que fazem parte da nossa história. Especialmente, quando elas escrevem histórias lindas.

Eu sou de Campinas, fui morar em Natal sozinha, foi uma das experiências mais marcantes da minha vida. E a Taize foi a pessoa que mais me acompanhou e me apoiou. E vale lembrar, que mesmo com meu jeito “dona das regras”, porque a aviação é um ambiente que requerer muito rigor, ela sempre me respeitou e entendia minha forma severa de lidar com o trabalho. Nós sabíamos separar a amizade do trabalho.

Eu era chefe e ela era subordinada, naquela época. E atualmente, estamos morando distantes, mas, de alguma forma estamos ligadas. Ela está cursando faculdade de teatro na federal de Natal e eu fazendo cursos profissionalizantes de teatro. E agora eu sou a discípula, eu que tenho muito o que  aprender com ela agora.

Ela faz parte da companhia de teatro Eureka. Se já não bastasse ela trabalhar com teatro, o grupo está com o espetáculo Debaixo da Pele  que aborda a questão do papel do negro na sociedade, uma retrospectiva da história do Brasil, de quando era Pindorama até o Brasil atual. Colocando em foco temas como: racismo, conquistas e igualdade.

Temas que tenho compartilhado por aqui… sabe quando o coração transborda de alegria? É assim que me sinto em falar dela e do trabalho dela.

Empoderamento é uma arte. É aprender novas artes e compartilhar todo esse aprendizado. E hoje estou muito feliz de aprender com a Taize, mesmo distante. Sonhando com o dia que a peça venha pra São Paulo.

Viver num ambiente de igualdade é entender que a hierarquia é algo que colabora pra que alguns setores sociais possam funcionar, possam se organizar. Mas, que ser chefe ou subordinado é uma questão que o tempo pode alterar. Da mesma forma que ninguém nasce com destino pronto. Nós podemos mudar e escolher o que é melhor pra nós.

Quem mora em Natal não pode perder a oportunidade de assistir as peças do grupo. Vale a pena! Especialmente, porque aquela agente de aeroporto que eu considerava avoada se tornou uma atriz maravilhosa e muito antenada. Viro coruja nessa hora… rs…

Empoderamento é reconhecer o outro, é valorizar a história do outro, é perceber que cada um tem uma lição pra nos ensinar. As lições com a Tá, a Bonita (como eu a chamo) foram inesquecíveis. Gratidão!

Beijos de luz,
Michelle Cruz
Se a luz não iluminar o seu caminho que, pelo menos, fulmine as ideias ruins.