Assisti o documentário Maya Angelou and Still I Rise (Netflix) e amei! Ela é um exemplo de mulher real. Alguém que cometeu loucuras, que desbravou a literatura mundial, não seguiu padrões sociais e que criou suas próprias regras. Reforçando que a vivência e as experiências são necessárias pra se tornar um ser melhor.

Ela criou regras coerentes a sua realidade. Um ponto que considero importantíssimo quando o assunto é empoderamento feminino. Cada mulher tem que perceber e entender suas necessidades. Se acredita que a felicidade é ser dona de casa, então, seja a melhor dona de casa. Não acredita? Então, procure o que a faz feliz.

É difícil remar contra a correnteza. Dá medo. Só que quando a gente faz algo que realmente quer e gosta traz paz por ser uma realização pessoal. Talvez, nunca terá significado para outras pessoas, mas, será uma realização pessoal. E isso que é felicidade.

Eu acredito que tudo e todos que passam por mim tenham algo pra me ensinar. E assistir esse documentário depois de escrever o texto Eu não sou Gisele e sou feliz!, me faz perceber que realmente estou no caminho certo. Que o sentimento que sempre carrego a cada superação é mais valioso do que qualquer outro reconhecimento.

Eu fiz o que queria, posso não ter tudo o que quero, ainda assim, fiz muitas das coisas que sonhei. Eu sou feliz!

Fiquei muito mexida com tanta informação… rs! Ficarei ainda mais um tempo associando as falas e situações com os acontecimentos da minha vida… ❤

E para quem ainda não conhece, faço a leitura do do poema Ainda me levanto (Still I rise), de Maya Angelou…

Ainda me levanto (Still I rise) – Maya Angelou
Podes inscrever-me na História
Em mentiras amargas e retorcidas.
Podes espezinhar-me no chão sujo
Mas ainda assim, como a poeira, vou-me levantar.
Minha impertinência incomoda?
Por que ficas soturno
Ao me ver andar como se tivesse em casa
Poços de petróleo jorrando?
Como as luas e como os sóis,
Como a constância das marés,
Como a esperança alçando voo,
Assim me levanto.
Querias ver-me alquebrada?
Cabeça pensa e olhos baixos?
Ombros caídos como lágrimas,
Enfraquecida de tanto pranto?
Minha altivez o ofende?
Não leve tão a peito assim:
Eu rio como quem minera ouro
Em seu próprio quintal
Podes fuzilar-me com palavras
Podes lanhar-me com os olhos
Podes matar-me com malevolência
Mas ainda assim, como o ar, eu me levanto
Minha sensualidade perturba?
Por acaso te surpreende
Que eu dance como quem tem diamantes
Ali onde as coxas se encontram?
Do fundo das cabanas da humilhação
Me levanto
Do fundo de um pretérito enraizado na dor
Me levanto
Sou um oceano negro, marulhando e infinito,
Sou maré em preamar
Para além de atrozes noites de terror
Me levanto
Rumo a uma aurora deslumbrante
Me levanto
Trazendo as oferendas de meus ancestrais
Portando o sonho e a esperança do escravo
Ainda me levanto
Me levanto
Me levanto
Beijos de luz,
Michelle Cruz
Se a luz não iluminar seu caminho que, pelo menos, fulmine as ideias ruins.
imagem: site writersbone.com