Há algum tempo, a mulher que usava batom vermelho era considerada ousada e vulgar. Como se a sensualidade feminina tivesse rótulo ou fosse algo errado. E com intenção de vencer a opressão machista, alguns movimentos feministas levantaram a bandeira do direito a ser vadia. Está na hora de darmos os devidos valores aos atos e não apenas as imagens.

Está na hora de começar a cantar “Eu não espero mais um dia pra dizer que não sou vadia”. Nada contra o direito de ser o que quer, mas, é preciso ter coerência no discurso. Não dá pra defender o direito da mulher ser respeitada e viver sua sexualidade naturalmente e, ao mesmo tempo, dizer que tem direito de ser vadia.

Ninguém é obrigado a nada, como também, não tem direito a tudo.

Quem não sonha com liberdade? Todo mundo quer ser livre. Usufruir de seus direitos. E pra ser livre é preciso romper barreiras, preconceitos e cada um descobrir o seu caminho pessoal da felicidade, respeitando o próximo. É uma constante luta por romper rótulos e se reinventar.

Graças a uma visão paternalista, ao espírito machista, o mundo se moldou reprimindo as mulheres. Ao ponto da frase “Branca para casar, mulata para foder e negra para trabalhar” se tornar uma regra social. E esse rótulo separar as mulheres até hoje.

Essa forma de separar as mulheres em categorias, as qualificando conforme sua forma física e cor de pele, não define caráter e escraviza. Gera injustiça. E continua colocando as mulheres uma contra as outras, dando a ideia à alguns movimentos feministas que há alguma vantagem em lutar pelo direito de ser vadia.

Só porque a cultura machista julgou como vadiagem alguns direitos das mulheres. Como se o melhor a ser feito é lutar por ter o que eles julgam ser errado. Para mudar a cultura é preciso mudar o discurso, resignificar e dar o devido valor as palavras e os atos. Quebrar paradigmas.

A mulher usar batom vermelho não é coisa de vadia. Usar roupa curta não sinal de ser uma mulher vadia. A mulher se oferecer para um homem casado é vadiagem. O homem casado corresponder a uma mulher que se oferece é um vadio. É preciso diferenciar a imagem das atitudes. E dar o devido valor a quem gera problema e não sempre rotular quem vive sua melhor versão.

Segundo a psicóloga Maria da Glória, em entrevista para a revista Revista Estilo, na matéria intitulada Sensualidade é atitude e não jeito de se vestir, dizem especialistas,ela diz que “A capacidade de seduzir não está relacionada ao que vestimos ou desejamos mostrar ao mundo exterior. Ela está muito mais ligada com a maneira como nos sentimos intimamente, com a autoconfiança”.

Por esse motivo é importante o empoderamento feminino, a mulher tomar suas decisões e buscar sua independência pessoal. Para não viver de exigir direitos, e sim, usufruir de seus direitos.

A mulher moderna não deve lutar por rótulos, ela deve viver da sua melhor versão e provar com atitudes que ser da maneira que ela decidiu ser é a melhor maneira.

A mulher ser sensual é natural, ser vadia é desnecessário!