Enquanto circula na internet o boato da lenda da Baleia Azul, o desafio que leva a morte, a raiz do problema nem se destaca. A falta de amor. Onde andarás o amor? A ação do amor?

Os pais que deveriam conviver com os filhos para entende-los o suficiente para não deixa-los cometer loucuras.

O problema não é a Baleia Azul, o problema não é a fase da adolescência, o problema não é o desafio. O problema é a falta de amor ao próximo e a si mesmo. Da incansável busca pela felicidade pelo padrão social que não é padrão para ninguém.

Da “necessidade” de convencer os outros de que está tudo bem, se na verdade, tudo está mal. Para ter as pessoas a volta pra não se sentir sozinho, mesmo no final, ficando sozinho. Com um aglomerado de pessoas a volta sem nenhuma conexão.

Dizer Eu te amo é automático, é bonito, é gostoso. Melhor é dar amor, agir com amor, sentar conversar, dar atenção, olhar nos olhos, abraçar.

Falta amor.

Falta amor próprio. Pra reconhecer o momento que não dá mais pra continuar só e gritar por ajuda. E mesmo quando pessoas próximas não estejam prontas para entender, ter forças para buscar outras formas. Nem sempre quem está perto tem tanta clareza das nossas tristezas. É preciso falar com quem pode ver de longe, de fora do nossos conflitos, uma solução. É pra isso que servem os psicólogos, psiquiatras, terapeutas. Os profissionais da saúde mental.

Falta amor ao próximo. Faltar dar atenção ao que está a nossa volta. Talvez, não teremos como ajudar, por estarmos ocupados com nossos próprios problemas. Mas, ainda existe a oração. Desejar o bem, as vezes, é mais importante do que querer fazer o bem para assuntos que não temos conhecimento.

Mais amor, por favor… suicídio é sério!

Beijos de luz,
Michelle Cruz
Obs.: Se a luz não iluminar seu caminho que, pelo menos, fulmine as ideias ruins.