No último post –  Deixem que digam que pensem e que falem – falei parte da minha realidade. Eu tinha sim uma pessoa próxima a mim que era tóxica, que gostava de me rotular e dizer aquilo que ela achava e nunca tinha certeza de quem eu era.

Me escondi no fato de ser reservada para me isolar dos rótulos, por medo, o que me levou ao extremo. A ser uma pessoa anti social. Comecei a evitar pessoas pra não ficar chateada e não ouvir o que eu não queria. O que é bom e ruim, ao mesmo tempo, nada de críticas construtivas e nem destrutivas.

Perdi de estar com pessoas que precisavam me conhecer para não ficar o rótulo que a pessoa tóxica vivia falando. E perdi a chance de ouvir coisas que me ajudariam a crescer pessoal e profissionalmente. Um dos maiores erros quando estamos nesses situações de se sentir coagido é se esconder.

Meu temperamento já é de uma pessoa reservada, recebendo críticas injustas me tornei um bichinho preso no casulo. E o pior não percebi isso e nem valorizei a importância de agir de forma contrária.

Mas, como a vida nos reserva surpresas, nunca sabemos onde estará a oportunidade de mudar a nossa vida, graças a uma amiga, fui fazer trabalho voluntário.

Aquele convite foi a minha chance de mudar. Aprendi muita coisa com trabalho voluntário…

Aprendi a lidar com diversos dos meus problemas lidando com pessoas muito diferentes de mim. Aprendi a respeitar os defeitos dos outros, porque cada um tem a sua verdade diante da realidade. E perceber o limite de falar e agir diante de situações extremas.

Que a minha maneira de ser e meus princípios eram necessários para lidar com as pessoas e as situações diversas. Sem conhecimento, sem a consciência do que é ética e moral, acabamos perdidos nas nossas vontades sem saber o que é correto a ser feito no momento e o que não é.

Ajudar alguém é ajudar a si próprio. Não enxergar isso é criar um mundo injusto. É massagear o ego, acreditando que somos superiores as pessoas que enfrentam a vida com mais coragem do que nós que estamos vivendo a vida com mais conforto.

Sempre que convivia com pessoas com condições piores do que eu me questionava “o que eu faria no lugar dessa pessoa?”. E muitas vezes, pensei que a morte fosse a melhor opção. O que não é cabível. Mas, diante de abusos psicológicos e físicos é realmente torturante, quase impossível de lutar. E o que era chocante é que muitas pessoas em condições difíceis tinham uma alegria de viver que me deixava envergonhada.

Como é importante se conhecer, entender e optar pelo que queremos e gostamos. Quando formos confrontados por pessoas tóxicas e desequilibradas temos/ teremos coragem de confrontar independente de quem for.

Quebrando paradigmas sociais de que quem é rico tem mais inteligência do que quem é pobre. De que pai e mãe sempre sabe o que é melhor para os filhos. De que beleza é só aquilo que a gente vê e não o que nos faz sentir belos. De que existe apenas uma maneira de ser feliz, a que a gente imagina e não a que a gente realmente experimenta e vive.

Aprendi que a convivência com as pessoas “certas”, com quem nos ajuda a manter o equilíbrio emocional nos dá vida.  Que ter dinheiro, posses e títulos não garantem bom senso.

Aprendi e aprendo muita coisa. A melhor forma de lidar com a injustiça é encarando a situação e mantendo uma postura firme. Honrado princípios e revendo os “bons costumes” que estão foram de moda.

Somos espelhos um dos outros, somos eternos aprendizes nesse mundo.

Beijos de luz,
Michelle Cruz
Obs.: Se o beijo não iluminar o seu caminho que, pelo menos, fulmine as ideias ruins.