As vezes, tenho a sensação que o mundo é formado por pessoas boas ou ruins, nenhuma delas oscilam. É como se alguns vivessem a alegria a vida toda, outros são errados sempre, outros tantos conseguem ser amigo de todo mundo e dizem não ter divergência com ninguém. Como se fossem perfeitos. Pelo menos, eu sei que não sou!

Sou uma mulher tímida. Observadora. E sempre fui assim, quando criança levava fama de retraída, a menina que não queria interagir com o mundo. E na verdade, eu me encanto em observar. Gosto de ler e escrever. Sinto prazer em ficar sozinha, claro que não é sempre! Esse é o meu jeito.

Enquanto a maioria das minhas primas e amigas viviam com um enorme sorriso no rosto a todo tempo, eu vivia séria. Eu não entendia porque eu tinha que ficar sorrindo pra todo mundo o tempo todo. Era estranho! Até hoje acho estranho. Ser simpática é dar “bom dia” pra quem cruza nosso caminho sem distinção. Diferente de ser animadora de qualquer ambiente. E mesmo assim algumas pessoas me diziam que eu vivia brava. E não era!

Cresci com o rótulo de mulher brava, retraída e introvertida.  Quando na verdade era tímida, curiosa e discreta.

Quando eu era mais nova, eu tinha uma amiga inseparável e gostávamos de desenhar, quando eu estava com ela era pura festa e arte. Eu era extrovertida e me divertia. Eu me soltava, ela nunca reclamou do meu jeito. Somos amigas até hoje. Ela entendia o meu temperamento.

Uma vez ela me pegou chorado, uma pessoa tinha me dito que eu era ruim por não ser “simpática”, que eu deveria dar mais atenção as todas as pessoas a minha volta. Sorrir mais. Puxar assunto. Cativar as pessoas. E eu fiquei mal com aquela cobrança, eu não queria lidar com certas pessoas. Não me achava obrigada. Mas, parece que sempre tinha alguém por perto pra dizer como eu deveria agir e ser.

Essa minha amiga dizia que algumas pessoas são sem noção e brincava dizendo “Essas pessoas não são felizes, você sabe, né? Gente feliz não dá problema. Traz alegria”, era bem isso mesmo que acontecia.

Com o passar dos anos aprendi a me proteger dos comentários, da falação desnecessárias. Escolhendo melhor meus amigos e assumindo quem sou.  Ouvindo as críticas, salvando o que era construtivo e seguindo meu caminho, porque sempre existirão pessoas que vão questionar minha maneira de ser sem me conhecer.

Se estou em uma roda de pessoas e o assunto é legal embalo no clima e é só risada, mas, se o assunto não for interessante eu me fecho. Eu até hoje sou assim, me fecho!

Eu gosto das palavras de Platão…

Platão

Eu nem sabia quem era Platão quando criança, de alguma maneira eu tinha um senso apurado para me envolver com as pessoas.

Eu não sou uma pessoa perfeita e nunca serei, mas, penso que temos que ter metas do que é bom ou ideal de bom pra focar. E não se perder no meio do caminho com qualquer novidade que não nos leve a ser feliz.

Agora, adulta, é muito mais fácil lidar com as críticas. Tenho minhas regras. Sou bem consciente que eu não sou obrigada a nada, como também, não tenho direito de tudo. Levo minha vida buscando equilíbrio e convivendo com quem se identifica comigo.

Aprendi que ter amigos sinceros e empáticos a nossa volta nos ajuda a crescer mais fortes e criando um ambiente mais saudável, com pessoas confiáveis a minha volta.

Pra ser feliz é preciso saber driblar as críticas, os rótulos e os medos.

“Deixem que digam, que pensem e que falem…” :p