Uma das coisas que mais amo nesse mundo moderno é a oportunidade de expor pensamentos. De gerar diálogo e conhecer novos caminhos e outras verdades.

Vire e mexe, faço alguma publicação sobre o tema racismo. Como não falar do que eu enfrento e conheço muito bem. Infelizmente!

E no dia em que vejo uma postagem no Linkedin intitulada Não entrevisto negrosescrita pelo Theo van der Loo, o presidente da Bayer do Brasil, um homem branco, com certeza, tenho que parar, ler e escrever sobre o assunto.

A postagem é sobre um amigo do presidente que perdeu uma oportunidade de entrevista porque o entrevistador não aceita negros.

É nessa hora que eu fico me lembrando de quantas vezes eu ouvi “Mi, é só você se dedicar, dar o seu máximo, um dia uma oportunidade vai se abrir”. Eu sei que no mundo existem muitas oportunidades, que nem todas as pessoas são ruins. Só que eu posso afirmar que a questão oportunidade para negros em determinados cargos é limitado. E um dos motivos é o preconceito.

E fica a pergunta: É assim que funciona a meritocracia? 

É emocionante ler um post como esse, um misto de sentimentos, alegria e tristeza. O mais importante é que alguém reconhece que ocorre esse tipo de situação e não é um negro ativista. E sim um homem branco, sendo empático com seu amigo.

Fico feliz que o assunto está vindo a tona, falar do assunto ajuda buscar soluções. E triste porque eu nunca tive um “Theo van der Loo” como amigo. Porque denunciar um caso de preconceito como esse é muito complicado. Como provar? Quem seria testemunha? É muito difícil alguém se expor. Só um presidente para se expor dessa maneira e falar abertamente.

Gratidão total por esse exemplo de profissional.

Busco não olhar para trás, não gosto de chorar por leite derramado. Prefiro olhar pra frente, olhar para o futuro com esperança, vendo que verdades sempre vem a tona. Prevendo que muitos sonhos serão possíveis. Num mundo de mais igualdade e equidade.