Sou mãe de cinco bençãos, cinco filhos. Tenho dois filhos biológicos e três de adoção. Eu sempre gostei de crianças. Imaginava ter apenas dois, mas a vida me deu mais três. Minha vizinha que era sozinha faleceu e eu adotei os meninos dela.

Eu dizia que meus filhos me ensinaram o que é o amor incondicional. E só depois de adotar os três garotos eu realmente entendi o que era o valor do amor incondicional. Decidi ter dois filhos, uma ação programada, entendi o que era amor condicional. Deixei de fazer coisas pra mim pra poder mimá-los.

E quando os três novos garotos chegaram em casa tive de me dividir em cinco. Foi uma loucura no começo. Tive de tratá-los da mesma forma. Perceber a necessidade de cada um, resolver os conflitos sem dar regalias pra nenhum deles. E isso foi realmente difícil. Foi só com essa prova de amar o que eu não planejei, o que não tinha meus traços, minha genética que entendi o tal do amor incondicional.

Meu marido foi um importantíssimo na adaptação com nosso novo lar. Ele é maravilhoso. Sempre presente. Amando. Educando. Participando das tarefas da casa. Ajudando na criação e sendo exemplo para os meninos. Afinal, imagine uma casa com seis homens? Ainda bem que o pai é presente! E entende que trabalho doméstico não é serviço apenas para mulheres.

Os meninos estão na faixa entre cinco anos e dezesseis. Eu acabei de completar meus trinta anos. Tenho meus gostos individuais. Gosto de manter bonita, arrumada e isso não seria possível se todos em casa não me ajudassem.

Estou vivendo o maior amor do mundo na minha casa. E isso só é real porque o amor tem mão dupla. Eu amo meus “meninos” e os respeito, eles também me amam e me respeitam.

O maior amor do mundo é coletivo e refletido no dia a dia. ❤