No ano passado, eu estava fazendo curso de teatro e tive a tarefa de criar um personagem para aula de interpretação. Foi uma tarefa bem difícil e que abracei por completo.

Criei o texto e trabalhei a interpretação. Ainda tenho muito o que aprender. O que valeu a pena foi a bandeira que levantei e hoje republico aqui: vamos olhar para as mulheres, nossas semelhantes.

Assista o vídeo da apresentação – SEVERINA.

O problema do assédio sexual, do estupro, da violência contra a mulher nasce dentro dos lares e cresce de forma desordenada no meio da nossa sociedade.

Não tive coragem de fazer nenhum publicação antes sobre o ato desumano ocorrido com a garota de 16 anos. Fiquei revoltada! Com medo. A notícia me fez muito mal. Lembrei do que eu trabalhei para criar a personagem. Dos depoimentos que escutei. Da dor de fazer algo que não queremos. E isso tudo sem eu ter sofrido nenhuma agressão do tipo.

Meu desejo é que Deus leve paz e muito amor a todas as vidas que já passaram por essa terrível experiência. A todas as anônimas que estão sofrendo agressão sem ajuda, sem coragem de enfrentar os agressores e terem liberdade.

Beijos de luz,
Michelle Cruz