Quando alguém diz que a vida de fulano é normal ou determinada situação é certa e que tudo além daquela situação é fora do comum, é um belo início de uma batalha, de uma guerra sem fim.

É preciso entender que vivemos numa sociedade cheia de padrões, o certo e errado é definido pelo o que é socialmente aceitável ou não.

E quando estamos dispostos a viver e amadurecer, estamos dispostos às mudanças. E como podemos cumprir um padrão se estamos querendo mudar o padrão?

É, esse choque é inevitável! E temos que ser sensíveis e cautelosos nesses momentos. Pra não julgar quem está em uma nova jornada e quem não quer mudar.

É por isso que o silêncio é o melhor amigo! Manter-se focado e cumprir o que é melhor, é o melhor a se fazer.

E quando tentamos mudar padrões o melhor a fazer é observar e falar pouco. Quanto mais explicação tentarmos dar mais complicado fica. Ninguém gosta de “blá blá blá”. As pessoas gostam de ver o milagre, como o “santo” conseguiu a mudança. O que importa para a maioria é se diferente traz fascinação. É a mania de achar que tudo na vida é instantâneo. Acontece e se cria do dia pra noite. Como se rico nascesse rico e pobre nasce pobre. E não houvesse relação com a economia, a habilidade de lidar com o dinheiro, o grau de conhecimento que cada um tem.

A vida não é do jeito que é porque é, sem ter explicação. A vida de alguém pode ser dura, cheia de problemas porque a pessoa não consegue parar pra pensar em soluções. Porque está sendo roubada e não percebe. Por medo. Por falta de informação. Tudo na vida tem uma reação porque teve uma ação. Tudo tem uma motivação. Da mesma forma, quem tem uma vida tranquila, pode ter benefícios porque trabalhou muito, é um ótimo estrategista ou um grande ladrão. E só descobrimos a verdadeira motivação de cada pessoa convivendo com elas. E se elas realmente forem sinceras ou forem abordadas fazendo algo errado. Caso contrário, continuamos participando desse baile de máscaras sem entender o que é certo e errado.

Basta entendermos as relações entre as pessoas e situações. Sem ter um olhar de critica e condenação e sim de colocar a própria vida em ordem e entender o outro.

Entre relatividade e normalidade vamos seguir a mesma regra que dão ao falar de futebol e religião. Cada um tem o seu time e a sua religião, não é assunto para se discutir. Basta respeitar o próximo e mais nada. Qualquer julgamento pode ser equivocado e insensato.

Cada um com suas normalidades e vamos exaltar o que temos em comum.

Beijos de luz,
Michelle Cruz