Após ler o texto “Qual é o seu peso ideal?”, reflexão muito legal feita pela Tati Bertasso – blog Vício Lícito, fiz o cálculo do meu IMC. E como tem acontecido comigo há anos, estou fora do peso, estou abaixo do peso.

Eu sou aquela mulher “padrão modelo”, magérrima e altíssima. Que parece um coqueiro. O tipo físico desejado pela maioria das mulheres. E que segundo a tabela está em risco. Vai entender? Eu não tento mais entender. Apenas aceitar quem sou!

Eu sempre tive uma alimentação muito saudável. Gosto de alimentos integrais. Minha mãe me ensinou a montar o “prato colorido”, colocar um pouco de cada tipo de alimento. Comer legumes, verduras, carne e arroz. O feijão eu sempre rejeitei, mas, sabe como é, tem que comer nem que seja um pouco. Então, as vezes, consigo comer com farinha, porque com arroz eu não gosto. Cresci com essas manias!

Quando comecei a modelar muitas pessoas me questionavam como eu conseguia ficar tão magra. Queriam saber o que eu fazia, a questão é, não tem o que eu faço! Existe a realidade, eu sou magra e claro que os meus costumes alimentares ajudam. Mas, só Deus vai explicar porque nasci com esse biotipo. Isso não foi a minha escolha. E um grande detalhe, isso não me isentou de ter colesterol. A maioria das pessoas da minha família tem colesterol e daí, a genética colaborou também. Tenho que fazer regularmente exames para saber se está tudo em ordem.

Imagine, uma pessoa magra, alta, que se alimenta bem e com colesterol. Que pessoa mais esquisita! É assim que em eu me vejo, uma pessoa fora do padrão! E o pior, todos me olham como uma pessoa “perfeita”. Só se for perfeitamente esquisita.

Há alguns anos, eu precisei pedir para o meu médico um atestado dizendo que eu estava com condições de trabalhar como modelo, porque algumas pessoas achavam que eu não estava bem. De tão magra que eu era.

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Atestado médico (2006)

A questão é, o que é padrão em meio a inúmeras pessoas de perfis únicos? Com estrutura física especifica, com criações diferentes, com manias diferentes. É realmente uma loucura querer seguir todo o tipo de moda e tendência.

Eu sou o meu ideal, eu sou o meu padrão, eu sou única! Não existe uma referência perfeita pra eu seguir.

Depois de viver no mundo da moda eu me tornei mais crítica e cautelosa com relação ao que eu leio e o que vou seguir como bom pra mim.

A conclusão que cheguei é dura, mas é a mais justa, na minha opinião. O que vendem na mídia é uma opção e cada um tem o poder de decidir se quer ou não quer. Alguns vão se olhar no espelho e vão se aceitar do jeito que são, outros vão se odiar e vão querer mudar tudo. Independente da decisão só uma decisão é realmente importante e igual pra todos: decidir pelo o que te faz feliz e se sentir bem. Paz mental e espiritual não tem preço, não tem padrão.

Que possamos ser mais felizes com nossas diferenças, não sendo indiferentes por não sermos iguais. É bom lembrar, diante de moda e tendências, somos apenas seres humanos e isso é o que importa!