Eu fiz um acordo comigo mesma, ler ao menos um livro por mês. Esse mês consegui terminar, ufa! O Livro ” A Cidade do Sol”, do escritor Kjaled Hosseini, é impossível não se prender a história. Já tinha lido o livro “Caçador de Pipas”, fiquei vidrada até terminar de escrever. São livros que não tem como não se emocionar e se revoltar lendo.

O foco da história são duas mulheres, a Laila e Miriam, começam a relação em torno a uma disputa de sobrevivência de ambos os lados. Não vou recontar a história, emoção mesmo é ler o livro. Ler na integra!

Vou falar do que senti. Fiquei revolta por boa parte da leitura,indignada com a astrosidades cometidas aos inocentes dessa trama. E como muitas vezes, as pessoas oprimidas se cegam diante das situações e acabem criando embates maiores, até mesmo com que está sofrendo como elas. Que foi o caso da Laila e a Mariam. Elas foram vítimas na maior parte da trama.

É realmente injusto ter que assumir a decisão de outra pessoa sem poder decidir por aquilo que realmente quer. Especialmente quando o assunto é casamento. Você ter que casar com alguém que não gosta por ordem dos país. Alguém que você terá que passar o resto da vida? É terrível! É realmente de dar medo.

Pensando e consciente da chance que temos de escolher no Brasil, passar por algo assim é inaceitável.

Respeito a cultura islâmica, afinal, cada um faz o que quer da sua vida. Cada um faz o que quer, e não o outro. Eu me referindo a cultura deles me calo, mas me referindo ao individuo, ao livre arbítrio, me revolto.

Já questionei isso a uma garota muçulmana e ela me disse que é muito normal essa decisão dos pais. Ela realmente confia nas decisão de sua família. E disse que existem casos que as meninas não tem muitas chance de opinar. Que geralmente os árabes do deserto seguem as normas e leis ao pé da letra.

E vejo por outro lado, o lado bom desse drama, que ocorre em meio a guerras no Afeganistão. É que as duas mulheres percebem que são vítimas das situações. E que unidas elas poderiam superar de uma forma melhor os dia dia.

E é incrível como as situações se conectam, como foi possível em meio a guerra, a pressão dos relacionamentos e das leis do lugar, ainda sim, nascer amor.

A mensagem que fica desa leitura é:
– Nem todas as pessoas são apenas o que a gente imagina ou resolve classificar. Todos carregam maldade e bondade em si.
– Amor é algo que se conquista na vivência e que se perde também, dependendo do tanto que se dedica.
– E que uma guerra externa não determina que tenho que viver uma guerra interna.
– E que comparando Afeganistão com o Brasil somo extremamente abençoados. Muitas vezes, reclamamos sem ter motivo. E as vezes, temos realmente motivos mas falta união das pessoas, falta empatia.

Amei a leitura!

Beijos de luz,
Michelle Cruz