A publicação de hoje é para o Projeto Escrita Criativa, grupo com objetivo de unir pessoas que gostam de escrever. Todos mês tem um tema para que cada um faça o seu texto, crônica, poesia ou o gênero que considerar mais interessante. O tema de setembro é “Daquilo que aprendi sobre a vida”. Deixando de lado meus personagens, minhas palavras, minha visão de vida.


Daquilo que aprendi com a vida é que quanto mais o tempo passa mais aprendemos e, ainda assim, teremos muito o que aprender. Somos eternos aprendizes. Independente da idade, das experiências, de quem esteja do nosso lado, vai sempre existir algo novo para conhecer, reconhecer e entender.

Existem muitas pessoas no mundo e todas podem ser semelhantes, mas nenhuma é igual. Não temos como padronizar as pessoas, por mais que o sistema queira, seremos eternamente semelhantes. Os comportamentos até se padronizam, mas nunca seremos iguais. Nem todos reagem da mesma forma para as mesmas coisas e ao mesmo tempo. É impossível dizer que sabemos de tudo ou achar que vamos chegar a perfeição, a verdade é que passaremos a vida inteira no processo de aperfeiçoamento.

E mesmo que pensemos que a rotina, a repetição das mesmas tarefas dia após dia seja igual, será tolice pensar assim. Nem o sol do verão tem a mesma força todos os dias, por que achamos que fazemos tudo igual todos dias? Nós não levantamos e nem dormimos da mesma maneira todos dias. Muitas vezes, não somos constantes com nosso querer, nem com a nossa opinião.

E em falar em opinião, aprendi a evitar jogar palavras ao vento, pra não escutar dizerem “quem muito fala nada faz”. Porque viver só de discurso, só de palavras não traz sucesso. É melhor viver, silenciosamente, com atitudes! Viver da prática. Do experimentar e tirar minhas próprias conclusões.

E fazendo muitas dessas coisas pra continuar no processo de aperfeiçoamento, não mais em busca de perfeição, mas de ser feliz. Não mais atrás de dinheiro e sim de sucesso pessoal. Não mais querendo provar pra ninguém que posso, mas sim fazendo o que eu quero, o que eu posso.

E no que quero e que posso, valorizo hoje reconhecer os limites e estabelecer os limites entre as relações. Aprender a dizer “SIM” ou “NÃO” é um exemplo de maturidade, de espírito forte e justiça. É pura tolice quem acredita ser boazinha por sempre concordar ou dizer “SIM”. Quem não tem por principio estabelecer limites acaba causando injustiça. E se esquece das consequências do que é fazer más escolhas e vive achando injusta no seu caminho e acusando o destino, a vida, por não ter mais oportunidades ou vantagens. Esquecendo que por falta sabedoria não sabe fazer boas escolhas e continua vivendo o que nunca quis.

O aprendizado é longo, as vezes, dolorido. E a vida ensina que todo mundo terá um dia que “passará dessa para uma melhor”, deixará de ver os dias seguirem. Pra reforçar o entendimento sobre as duas coisas que, de fato, é comum à todos: o nascer e o morrer. E que o bem mais precioso é a convivência, os bons relacionamentos que tivemos a chance de fazer.

E é pensando nisso, que se a gente tem vontade de amar a gente deve amar intensamente, não se anular por medo ou vergonha, pois o amanhã pode ser muito tarde, se eu ou se o outro partir. E por mais que eu acreditasse em outras vidas, nessa vida eu tenho uma vida só. É preciso valorizar a vivência e não apenas as possibilidades.

E é por isso que realizar sonhos é tão importante, é o que motiva a nossa vida, é o que pode contagiar outras vidas e fazer um mundo melhor.

Se eu partir dessa vida, pode ser que lembrem de mim, pode ser que não, a minha única certeza será que busquei ser feliz e que eu me dediquei a fazer o meu melhor.

Beijos de Luz,
Michelle Cruz