O filme Metanoia – Mães de joelhos e filhos em pé – trás um tema que está se tornando rotineiro no nosso país, o crescente número de usuários de drogas. E nesse momento o que fazer? O governo do nosso país parece ignorar a questão, não oferecem formas de resolver o problema. E resolver o problema não é pegar na mão de cada usuário. Mas sim, manter a ordem e o funcionamento dos órgãos públicos que prestam serviços para sociedade.

E por outro lado, a maioria das famílias estão desestruturadas. A imagem de pai e mãe, figuras que deveriam ser exemplares para os filhos, estão confusas e nulas. Seria muito interessante se o tema do filme fosse PAIS DE JOELHOS, afinal, um filho não nasce sem um pai e uma mãe, sem a união do óvulo e esperma. Como tudo na vida, toda história, tem dois lados.

E essa desordem social de que a mulher é o sexo mais frágil, mas carrega a responsabilidade de criar e sustentar toda família, está criando um novo modelo de família que nem sempre funciona. Considerar que as condições que essas mulheres vivem e criam seus filhos é evolução, é injusto. Evolução não é uma simples mudança de comportamento ou padrão social. É melhoria, é crescimento, social para todos. E no caso de mulheres independentes por força do destino ou pressão social é regredir, é oprimir.

O filme mostrou a realidade critica que vive os dependentes químicos. E como abala uma mãe. Senti falta de ver a mãe de joelhos. De ver atitudes que realmente uma mãe pode ter para ajudar seu filho ou filha nesse tipo de caso. Não querendo dizer que a responsabilidade de resgate dessa vida viciada seja só da mãe, pois depende do viciado assumir e querer. Cada um é responsável pela própria vida. A mãe pode apoiar, não viver a vida do seu filho.

Acredito que a questão espiritual seja muito importante para que casos como o do filme sejam revertidos. Mas é preciso que a Metanoia seja contagiante no meio em que exista o problema.

Metanoia significa mudança essencial de pensamento ou de caráter, transformação espiritual. É disso que todos os envolvidos com o dependente precisam experimentar e vivenciar: a mudança mental e comportamental. Seguir uma religião, ter um grupo de terapia é de extrema importância. São nesses lugares que as pessoas tem condições de olhar pro lado e ver que não são os únicos a passarem por momentos difíceis.

Em sociedade somos semelhantes, temos medos, inseguranças parecidas. Algumas pessoas são fortes e outras nem tanto, mas a superação do medo vem com o tempo e a coragem de enfrentar a realidade. E essa habilidade independe se a pessoa é forte ou não.

A questão da espiritualidade deve andar juntamente com as ações, atitudes positivas. Juntas as conversas de motivação. E caminhando com pessoas com a mesma visão de vida, buscando melhorar o seu eu e seu ambiente de convivência.

Como bem disse Margaret Thatcher: “Cuidado com seus pensamentos, pois eles se tornam palavras. Cuidado com suas palavras, pois elas se tornam ações. Cuidado com suas ações, pois elas se tornam hábitos. Cuidado com seus hábitos, pois eles se tornam seu caráter. E cuidado com seu caráter, pois ele se torna seu destino. O que nós pensamos, nós nos tornamos.” E seguindo esse pensamento, devemos cultivar, orar e meditar sobre assuntos que tragam crescimento mental e espiritual.

Minha contribuição mental, pensamento positivo, é que cada pessoa possa encontrar seu caminho, sua verdadeira alegria pra viver. E que os casais que decidem ter filhos sejam mais conscientes, sejam pessoas individualmente realizadas, para servirem de exemplos para seus filhos. E que juntos, o pai e a mãe, sejam firmes na criação de suas famílias. Que esse círculo do bem seja viciante e a paz nos lares forte e verdadeira, transmitindo à todos a sua volta e contagiando com algo bom.

Beijos de luz,
Michelle Cruz